Texto por Hugo Pinto

O NOS Alive está de regresso. Na quinta-feira dia 9, o grande destaque é obviamente Nick Cave e os seus Bad Seeds. Tocam pouco depois das 21h no palco principal e dispensam apresentações.

Nick Cave

As nossas sugestões para o primeiro dia começam por volta das sete da tarde com os portugueses Neon Soho e a sua pop elétrónica no palco Coreto. Vai valer a pena espreitar.

 Os Alabama Shakes, trio liderado pela poderosa Brittany Howard, prometem ser uma das surpresas desta edição. Trazem ao palco Heineken, por volta das 20h, um blues rock que vai dar que falar, wanna bet? Perto das 22.15, no palco Heineken, o português Xinobi promete surpreender com o seu espetáculo “LIVE”.

Matt Berninger, o vocalista dos The National, homem de língua afiada e atitude blasé, atua a rondar a meia noite no palco Heineken. À mesma hora, mas para quem prefere aquela eletrónica cool do French Touch, há o duo francês Polo&Pan em formato DJ Set no palco WTF Clubbing. Noite fora, Tomora é o duo de Tom Rowlands dos Chemical Brothers com a cantora Aurora. Diz quem viu que é irresistivelmente dançante. É à uma e meia da manhã no Palco Heineken.

SBTRKT

Na sexta-feira dia 10, o meu destaque vai inteirinho para o fim de noite no WTF Clubbing. Perto da uma da manhã há Digitalism num híbrido Live/Dj Set e depois das duas, o DJ Set de SBTRKT promete não deixar ninguém quieto.

Começa a festa bem antes disso. Às 20h, no palco Heineken, Jehnny Beth, a ex-vocalista dos Savages, promete animar a malta com seu rock alternativo e muita atitude apunkalhada. Seguindo no rock alternativo, os War On Drugs dão sempre bons concertos. Se quiserem confirmar, é por volta das 21.30 no Palco Heineken.

Neste dia, para os mais velhos, há sempre Skunk Anansie e Foo Fighters no palco NOS mas… Not my cup of tea.

Buraka Som Sistema

No sábado 11 de julho, último dia do Nos Alive 2026, o destaque óbvio é o regresso dos Buraka Som Sistema. Muita curiosidade para ouvir o modo como os trabalhos a solo dos vários membros influenciam o som da banda. Festa Afrotuga garantida! É perto da uma no palco principal.

Para a malta da Pop há Teddy Swims e Lorde, já os mais velhos têm Pixies e Florence +The Machine… Nada disto é para mim.

O meu dia começa cedo. Às 16.30 toca a escritora de canções Rita Cortesão no palco Heineken. Nunca vi ao vivo, quero ver. Mais curioso ainda, por volta das cinco e meia, com Don West a abrir o palco principal com a sua Soul contemporânea. E se Don West não vos estiver a bater, às 18.00, no palco WTF Clubbing, Fidju Kitxora traz o Afrotuga de Lisboa… Ou de Cabo Verde. Seja de onde for, é para ouvir e para dançar.

Rondando as dez e meia da noite, no pequeno palco Coreto, a poesia falada de MALVA e os beats trip-hopianos de Joana Rodrigues prometem fazer delícias pela nossa alma. Assinam como Redoma e, ouvindo os seus temas, fico com vontade de as ver ao vivo.

Perto da meia-noite, Noiserv no palco Heineken parecia-me muito bem. Com ele são sempre concertos bonitos. Termina o festival com o DJ Set de Modeselektor, no palco WTF Clubbing, depois das duas da manhã. (Não digam a ninguém mas é o concerto que mais quero ouvir do festival inteiro). Além de tudo isto, há um novo espaço dedicado à literatura com a presença de alguns autores. E, como sempre, um palco para a stand-up comedy e outro para o fado.

É muita coisa a acontecer!