{"id":809,"date":"2020-04-24T15:36:24","date_gmt":"2020-04-24T15:36:24","guid":{"rendered":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/?p=809"},"modified":"2020-04-27T15:33:30","modified_gmt":"2020-04-27T15:33:30","slug":"pixa-bixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/pixa-bixa\/","title":{"rendered":"Pixa Bixa"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Arte de Rua Queer <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pixa Bixa \u00e9 dos projectos mais estimulantes que despontaram recentemente no panorama da arte urbana lisboeta. N\u00e3o porque lancem murais do tamanho de pr\u00e9dios ou porque sigam pela previsibilidade f\u00e1cil do aparato pl\u00e1stico, \u00e9 pela tem\u00e1tica: <strong>arte de rua <em>quee<\/em><\/strong><em><strong>r<\/strong><\/em>. N\u00e3o secundam a est\u00e9tica, mas \u00e9 pela interven\u00e7\u00e3o, pura e dura, arremetida via cartazes, <em>stencil<\/em> e autocolantes, que se fazem notar pelas fachadas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_pr9bptoDTb1rti0t3o1_1280-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-810\" srcset=\"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_pr9bptoDTb1rti0t3o1_1280-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_pr9bptoDTb1rti0t3o1_1280-300x200.jpg 300w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_pr9bptoDTb1rti0t3o1_1280-768x512.jpg 768w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_pr9bptoDTb1rti0t3o1_1280-600x400.jpg 600w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_pr9bptoDTb1rti0t3o1_1280-480x320.jpg 480w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_pr9bptoDTb1rti0t3o1_1280.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Identifica\u00e7\u00e3o : Preferem ser\nidentificados como colectivo ou grupo de interven\u00e7\u00e3o ou par, como\nse nomeariam?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pode chamar a gente de Pixa Bixa, duas\npessoas que est\u00e3o a tentar fazer o que chamamos de arte de rua\n<em>queer<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Actua\u00e7\u00e3o : Criaram esta persona \u2013\neste artista \u2013 como forma de suplementar uma aus\u00eancia que\nidentificaram no activismo de rua?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 t\u00ednhamos notado uma certa aus\u00eancia\nde interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas na cena urbana em Lisboa voltada para a\ntem\u00e1tica <em>queer<\/em>, ou seja, uma arte de rua com um apelo mais\norientado para as causas LGBTQI+ que n\u00e3o s\u00f3 provocasse o olhar e o\nquestionamento das pessoas, mas tamb\u00e9m que mostrasse o trabalho de\nartistas que trabalham e pensam sobre esta tem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_inline_pr9bl2vZn11rnd47k_500.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-812\" srcset=\"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_inline_pr9bl2vZn11rnd47k_500.jpg 500w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_inline_pr9bl2vZn11rnd47k_500-300x200.jpg 300w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_inline_pr9bl2vZn11rnd47k_500-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Alcance : Viram como necess\u00e1rio\neste confronto e esta interven\u00e7\u00e3o? O que \u00e9 que identificaram neste\npa\u00eds \u2013 e noutros, se assim se dilatarem espacialmente, &#8211; que pede\nesta vossa passagem para as ruas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O confronto \u00e9 necess\u00e1rio sim, at\u00e9\nporque a cena da arte urbana ainda \u00e9 dominada por um certo tipo de\narte <em>mainstream<\/em>, perdendo um pouco o seu car\u00e1cter de arte de\ninterven\u00e7\u00e3o e de confronto. A arte urbana tem acabado por convergir\npara o ramo mais comercial da coisa. Hoje em dia j\u00e1 est\u00e1 t\u00e3o\ninstitucionalizada que j\u00e1 se v\u00ea a arte urbana como um instrumento\nmais de decora\u00e7\u00e3o de paredes e muros do que de confronto e debate\nsocial. Como vivemos em Portugal essa impress\u00e3o veio daqui. Falta\nimenso trabalho a ser feito a fim de educar a sociedade para aceitar\ne compreender a cultura <em>queer<\/em>, mesmo no meio art\u00edstico que\nainda mant\u00e9m algum conservadorismo na forma que se expressa nas\nruas. No Brasil, de onde viemos, tamb\u00e9m sentimos alguma aus\u00eancia,\nmas n\u00e3o tanto como aqui. L\u00e1 j\u00e1 encontramos algumas manifesta\u00e7\u00f5es\ndentro do campo da <em>street art<\/em> que convocam o confronto social\nem rela\u00e7\u00e3o aos temas que estamos a tratar aqui em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"562\" src=\"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/pixa-bixa-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-813\" srcset=\"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/pixa-bixa-1.jpg 750w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/pixa-bixa-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/pixa-bixa-1-480x360.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Processo : Em termos art\u00edsticos,\nreparei que usam in\u00fameros meios, diversos modos de fazer, de <\/strong><em><strong>stencil\n<\/strong><\/em><strong>a <\/strong><em><strong>stickers<\/strong><\/em><strong>, etc. Qual \u00e9 o vosso\nprocesso, como \u00e9 que iniciam um dado trabalho e decidem qual \u00e9 o\nmelhor ve\u00edculo para o comunicar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Temos criado basicamente 4 tipos de\ninterven\u00e7\u00e3o: <em>stencil<\/em>, autocolantes (<em>stickers<\/em>),\ncartazes e os <em>pasteups<\/em>, que s\u00e3o os trabalhos de maiores\ndimens\u00f5es. O processo de cria\u00e7\u00e3o come\u00e7a por avaliar nossas\npr\u00f3prias quest\u00f5es acerca da nossa identidade <em>queer<\/em>. Trazemos\npara as nossas cria\u00e7\u00f5es aquilo que nos incomoda na sociedade neste\ncampo e da\u00ed partimos para a elabora\u00e7\u00e3o est\u00e9tica que provoque no\nespa\u00e7o urbano. \u00c9 a partir da utiliza\u00e7\u00e3o de imagens e frases que\nchamem a aten\u00e7\u00e3o para o corpo, para a quest\u00e3o sexual que\ndesenvolvemos o trabalho, ou seja, criamos um impacto visual para\nchamar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas. Por enquanto temos trabalhado assim:\nas mais provocativas s\u00e3o transformadas em autocolantes e em cartazes\nA3 e A4, que colamos principalmente em caixas de electricidade. E os\n<em>posters\/pasteups<\/em> usamos para chamar a aten\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de\numa figura, seja de uma personalidade do mundo <em>queer<\/em> ou de uma\nimagem mais provocativa como a de um homem <em>trans<\/em> que col\u00e1mos\nem Campo de Ourique. \n<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"545\" src=\"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21494839_3Bzrk.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-814\" srcset=\"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21494839_3Bzrk.png 720w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21494839_3Bzrk-300x227.png 300w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21494839_3Bzrk-480x363.png 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Objecto :\nReparei que evocam tamb\u00e9m personalidades, homenageando-as nos vossos\ntrabalhos e pe\u00e7as. Personagens estes, como a Linn da Quebrada, por\nexemplo, tamb\u00e9m ela n\u00e3o isenta de pol\u00e9micas. Conduz-me por este\nrecurso, explica-me um pouco destas homenagens. <\/strong>\n<\/p>\n\n\n\n<p>Esses cartazes, geralmente de maiores\ndimens\u00f5es, foram criados com a ideia de ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o\np\u00fablico de uma forma mais imponente, que chame a aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3\npelo tamanho e pelo tratamento art\u00edstico do trabalho, mas tamb\u00e9m\npela representa\u00e7\u00e3o de uma pessoa LGBTQI+ que tem recebido algum\ndestaque dos m\u00e9dia. Essas personalidades s\u00e3o essenciais para\npensarmos as diferen\u00e7as sexuais entre as pessoas e traz\u00ea-las \u00e0s\nvistas de todos nas ruas; parece-nos mais um acto de reivindicar um\ndiscurso <em>queer <\/em>e faz\u00ea-lo inegavelmente vis\u00edvel. \n<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_inline_pr9bkmUSBc1rnd47k_500.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-815\" srcset=\"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_inline_pr9bkmUSBc1rnd47k_500.jpg 500w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_inline_pr9bkmUSBc1rnd47k_500-300x200.jpg 300w, https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_inline_pr9bkmUSBc1rnd47k_500-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Sustentabilidade : Que nos reservam,\nquerem revelar planos? Deixem a\u00ed um manifesto se quiserem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto queremos continuar a\nexperimentar as ruas atrav\u00e9s das interven\u00e7\u00f5es que temos feito.\nOcupar mais zonas onde a densidade da <em>street art<\/em> ainda \u00e9\nmuito baixa, por exemplo, bairros mais residenciais onde n\u00e3o se v\u00ea\nquase nada. Tamb\u00e9m queremos criar o di\u00e1logo com outros artistas de\nrua fazendo colagens em locais onde j\u00e1 se v\u00ea mais interven\u00e7\u00f5es\nurbanas, as regi\u00f5es mais centrais onde h\u00e1 mais fluxo de pessoas.\nQueremos fazer do discurso <em>viado<\/em> algo que incomode o fluxo dos\ncidad\u00e3os, queremos arte <em>queer<\/em> em toda parte. Um grande\nobrigado e um enorme abra\u00e7o, PxBx.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Texto de Rafael Vieira <\/strong>, para a revista PARQ, edi\u00e7\u00e3o de Mar\u00e7o de 2019 &#8211; vers\u00e3o completa<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-coblocks-social is-style-mask has-colors\" style=\" \"><ul><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=https:\/\/parqmag.com\/wp\/pixa-bixa\/&#038;title=Pixa%20Bixa\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--facebook     has-padding\" title=\"Share on Facebook\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Share on Facebook<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"http:\/\/twitter.com\/share?text=Pixa%20Bixa&#038;url=https:\/\/parqmag.com\/wp\/pixa-bixa\/\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--twitter     has-padding\" title=\"Share on Twitter\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Share on Twitter<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/pinterest.com\/pin\/create\/button\/?&#038;url=https:\/\/parqmag.com\/wp\/pixa-bixa\/&#038;description=Pixa%20Bixa&#038;media=https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tumblr_pr9bptoDTb1rti0t3o1_1280-1024x682.jpg\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--pinterest     has-padding\" title=\"Share on Pinterest\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Share on Pinterest<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><\/ul><\/div>\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":810,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","footnotes":""},"categories":[12],"tags":[228,227,22,147,230,226,229,146],"class_list":["post-809","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte","tag-arte-de-rua","tag-lgbt","tag-parq","tag-parqmag","tag-pixa-bixa","tag-queer","tag-rafael-vieira","tag-street-art"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=809"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/809\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":817,"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/809\/revisions\/817"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parqmag.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}